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16
Out

Produzir eletricidade em casa corta subsídio de desemprego

Escrito por Cláudia Mendes. Posted in Notícias

Ter painéis solares é considerado uma actividade independente e, por isso, rendimento extra. mas só dá desconto na fatura

Ter painéis solares em casa pode já não trazer tantas vantagens financeiras como se esperava. A adicionar ao tempo que demora a rentabilizar o projeto surgem agora uma série de alterações fiscais que podem penalizar os microprodutores.

Em causa está o facto de, no início deste ano, o ministério das Finanças ter obrigado todos os que têm painéis em casa a abrir atividade independente e a declarar os rendimentos que têm com a venda de energia. Ao abrir atividade, estes microprodutores passam a ter um rendimento extra ao seu salário e, se ficarem desempregados, podem ver o subsídio cortado. "Em caso de perda de trabalho, se continua a existir outro rendimento, o subsídio pode ser atribuído parcialmente", disse Nuno Morgado, advogado especialista em direito do trabalho da PLMJ. E explica: "O subsídio máximo é hoje de 1.049 euros mensais. Se os rendimentos da venda de energia forem, por exemplo, 500 euros, então o subsídio passa a ser de 549 euros".

De acordo com este responsável, esta situação é válida mesmo no caso destes rendimentos estarem isentos de IRS, como é o caso da maioria dos ganhos auferidos pelos microprodutores. É que, ao abrigo da legislação em 2008 - quando o governo de Sócrates começou a atribuir licenças para a microgeração - os

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01
Out

Qualidade de painéis solares fotovoltaicos

Escrito por Cláudia Mendes. Posted in Notícias

O presente artigo foca-se na qualidade dos painéis solares fotovoltaicos. Identificam-se as razões pelas quais este é um aspeto fulcral para a qualidade das instalações, no que se refere ao seu desempenho e segurança. São apresentadas as principais causas de defeito e falha, bem como as melhoras práticas para selecionar painéis fotovoltaicos.

     Qualidade_dos_painis_solares_fotovoltaicos Maria João Rodrigues | Presidente APISOLAR

No preço é que está o ganho
– ou talvez não

No mercado nacional tem-se assistido a uma competição feroz pelas escassas licenças existentes para micro e minigeração fotovoltaica. Existe evidência que esta competição baseia-se essencialmente no preço e financiamento oferecidos, em detrimento da qualidade dos sistemas.

A decisão baseada apenas no preço acarreta  perigos  claros. Raramente o cliente de micro e minigeração é suficientemente educado para lhe permitir introduzir variáveis de qualidade na sua decisão. Frequentemente, a venda e instalação de equipamento é feita às 
cegas, sem grande noção da real qualidade daquilo que se oferece e do seu desempenho futuro. Um regulamento técnico e de qualidade nacional, cobrindo aspetos mecânicos e elétricos, para a instalação de sistemas fotovoltaicos de micro e minigeração são inexistentes. Isto claro, a menos de esquemas de interligação com a rede pública e de qualificação de inversores  e  contadores. Continua-se a acreditar no nosso meio profissional que a instalação de uma micro ou minigeração é idêntica em requisitos de projeto elétrico e de segurança.

É a mesma coisa, ouve-se frequentemente. Mas não é. Quer o consumidor final quer o instalador, este especialmente quando acorda contratos de operação e manutenção com garantia de produção, podem sofrer danos financeiros irreparáveis.

Precisamos de qualidade – de qualidade de produtos, de qualidade de sistemas, de qualidade das instalações. precisamos de qualidade regulamentada, para que seja mais equilibrada a competição. precisamos de clientes e instaladores informados e formados. Quanto maior for a experiência e qualidade ganhas no mercado nacional, melhores serão as perspetivas de um futuro mercado nacional sustentado, na ausência de tarifas bonificadas; e mais consolidadas estarão as competências que permitirão a mais empresas nacionais prosseguir trajetórias de internacionalização. 

A quase extinção de um mercado, com a redução drástica da confiança do consumidor final e resultante da falta de qualidade das instalações, é-nos próxima. Custou um deserto de quase 20 anos ao solar térmico. Aprendamos com a história.

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17
Set

Eólicas aceitam mudanças, solares na expecativa

Escrito por Cláudia Mendes. Posted in Notícias

São conhecidas algumas medidas, mas não todas. O sector sente-se parado, mas tem esperança que a aposta nas energias renováveis continue.

Cortes  nas  “rendas”  e  nos subsídios. Mudança súbita na estratégia para as energias renováveis. Travão a fundo? Associações e Ministério tentam chegar a consensos para que a estratégia nacional não deixe de passar pelas energias verdes, apesar de já terem surgido notícias de intenções no corte das metas para 2020. E se do lado do ministro as palavras escolhidas nem sempre são as mais doces, as empresas e associações apenas querem que a vida - e os seus negócios - não parem. A uma publicação, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, disse não estar contra a a aposta nas energias renováveis. “A aposta é para manter, mas não sem olhar a custos”.

...

3 Solar e fotovoltaico

“Aguardamos com expectativa uma revisão do projecto-lei para a área da micro e da minigeração”, afirma Maria João Rodrigues, presidente da Associação Portuguesa da Indústria Solar (APISOLAR). “Contamos com a fusão dos dois sistemas e também a introdução da net metring”, um conceito de rede inteligente que prevê que os micro e mini-produtores de electricidade, que hoje vendem tudo o que produzem à rede, passem também a consumir. Estes são os dois temas em que a APISOLAR tem alguma esperança. Apesar dos objectivos para os micro e miniprodutores em 2012 ter sido 50% abaixo do ano anterior. A grande dúvida é sobre os regimes bonificados. “Nós achamos que o regime bonificado deve manter-se por mais dois anos”, mantendo-se a redução de tarifas que estava prevista. Se acabar já a bonificação, “então estamos em muito maus lençóis”, afirma a presidente. Isto porque já se sente a evolução negativa das empresas que operam nesta área - “há muitas empresas a falir, a despedir, a redireccionarse para outras áreas” e também a sair da associação por falência. Se no ano passado esta contava com 168 associados, hoje estes são apenas 123.

Maria João Rodrigues confia que o Governo perceba a importância do sector para a economia nacional. E sublinha que qualquer legislação que promova a ‘net metring’ pode contribuir para aumentar a experiência das empresas portuguesas que começam a olhar para fora, nomeadamente para o Brasil.

Notícia Completa

Fonte: Diário Económico


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13
Set

Dois novos parques de energia solar começam este mês a produzir eletricidade

Escrito por Cláudia Mendes. Posted in Notícias

Dois novos parques de energia solar fotovoltaica, em Silves e Albufeira, vão começar a produzir ainda este mês eletricidade equivalente ao consumo doméstico de mais de 17 mil pessoas, revelou à Lusa o porta-voz da empresa construtora.

Os parques, situados em Alvalades (Silves) e em Ferreiras (Albufeira), vão ser inaugurados a 25 de setembro, mas já foram ligados à rede, segundo José Barata, responsável pela comunicação da Martifer Solar, empresa do grupo Martifer.
 
Em conjunto, as unidades deverão evitar a emissão de 14.154 toneladas de dióxido de carbono por ano, sendo a eletricidade produzida "o equivalente ao consumo doméstico de mais de 17.500 habitantes".
 
"A eletricidade produzida por estes dois parques será entregue na rede, conforme estabelece a legislação em vigor, para consumo público", acrescentou.
 
Os dois parques vão depois ser explorados pelo BNP Paribas Clean Energy Partners, atual detentor das licenças, tendo a Martifer Solar sido a empresa escolhida há dois anos pela Direção Geral de Energia e Geologia para construir as unidades.
 
O parque instalado em Alvalades ocupa uma área de 412.520 metros quadrados (41,3 hectares), tem 60.080 módulos e uma capacidade de produção de 15,6 MWp (unidade de medida de potência elétrica).
 
De menor dimensão, o parque de Ferreiras foi construído em 160.760 metros quadrados (16,1 hectares) e pode, com os seus 28.320 módulos, produzir 6,8 MWp, segundo as informações avançadas pelo construtor.
 
A construção dos dois parques envolveu 200 trabalhadores, 120 em Alvalades e 80 em Ferreiras e, no conjunto contarão com mais de uma dezena de pessoas para a sua operação e manutenção, frisou o responsável.
 
A Martifer Solar considera que o Algarve, "pelas suas características climatéricas, é uma das regiões europeias com melhores condições para a instalação de projetos fotovoltaicos" como os que vão ser inaugurados no dia 25, que permitem "a produção de uma energia limpa e sem a emissão de dióxido de carbono (CO2)".

Fonte: Lusa
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08
Ago

Direcção-Geral de Energia e Geologia com nova liderança

Escrito por Cláudia Mendes. Posted in Notícias

Pedro Cabral vai substituir Escada da Costa.

Pedro Cabral é o novo responsável máximo da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), após a demissão de Escada da Costa, que protagonizou uma das passagens mais fugazes à frente dos destinos desta entidade. Depois de assumir, em Janeiro passado, a direcção da DGEG, Escada da Costa invocou razões pessoais para sair.

O futuro director-geral sai do Ministério da Economia, onde integrava a equipa de assessores do secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, que acompanhou as negociações de combate às rendas excessivas na produção de electricidade e os sobrecustos derivados da política energética, levada a cabo nos últimos anos.

Quadro da Redes Energéticas Nacionais (REN), empresa onde foi responsável pela direcção do planeamento energético, Pedro Cabral é apontado no sector como um profundo conhecedor da estrutura de custos desta área de negócio, do ‘mix’ de produção e respectivo planeamento nacional. O Ministério da Economia refere apenas que o despacho de nomeação de Pedro Cabral vai ser publicado nas próximas duas semanas.

Fonte : Diário Económico

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