Governo duplica espaço para novas centrais fotovoltaicas
Tecnologias de concentração solar vão ter mais capacidade para crescer
As empresas com projectos de centrais fotovoltaicas assentes nas tecnologias de concentração vão ter mais espaço para os implementarem. Uma portaria assinada ainda pelo anterior secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, e publicada no passado dia 24, mais do que duplicou o limite de capacidade nacional para a instalação de potência fotovoltaica em projectos de demonstração de novas tecnologias.
A legislação que existia estipulava um limite a nível nacional de cinco megawatts (MW) para este tipo de centrais solares, que não poderiam ultrapassar, individualmente , um MW de potência. A nova portaria veio ampliar o limite nacional para 11 MW. A justificação é que no concurso de Setembro de 2009, para projectos de demonstração de inovação, "foram superadas todas as expectativas em relação à afluência e qualidade dos projectos apresentados pelos investidores interessados".
O alargamento da capacidade é bem recebido pela Associação Portuguesa da Indústria Solar (Apisolar). A presidente desta entidade, Maria João Rodrigues, sublinhou ontem que Portugal tem "um potencial de investigação muitíssimo interessante". Falando num seminário da Associação Portuguesa de Energia (APE), a dirigente da Apisolar salientou as ambições deste sector. "Nós temos indústria, é uma indústria que quer crescer e tem potencial para se desenvolver em áreas de maior valor acrescentado", referiu Maria João Rodrigues.
Os projectos de energia solar de concentração têm já cinco empresas com "luz verde" para avançar. Precisamente as que esgotaram os cinco MW que estavam disponíveis para tecnologias fotovoltaicas (de conversão directa da energia solar em electricidade). Nomeadamente a Reciclamas (em Tavira), a Sapec (Setúbal), a Tecneira (Moura), a Luz On (Évora) e a Glintt (também em Évora).
Além destas, houve outras empresas seleccionadas pela Direcção Geral de Energia, mas com projectos solares termoeléctricos. Foram os casos da Selfenergy, Efacec, Fomentinvest, Martifer, entre outras.
Fonte: Jornal de Negócios








