Dificuldades para empresas promotoras
De facto o Sr. Director-Geral de Energia e Geologia, Dr. José Manuel Perdigoto afirma ser mais difícil para as empresas promotoras receber financiamento para projectos em renováveis. Ao que tudo indica o erro é da jornalista da Antena 1 ao fazer menção de que os incentivos ao solar térmico e à microgeração estão extintos e que apenas será possível algum apoio através de fundos comunitários.
A Presidente da Associação, Dra. Maria João Rodrigues fez já as suas diligências dirigindo uma carta ao Sr. Provedor (ler mais).
Exmo. Sr. Provedor
Na qualidade de Presidente da Associação Portuguesa da Indústria Solar, e também como profissional do sector, venho por este meio denunciar a muito fraca qualidade da informação veiculada na peça
http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=46&t=Maiores-dificuldades-no-financiamento-de-projetos-energeticos-e-ambientais.rtp&visual=9&article=453361&tm=84 pela jornalista Arlinda Brandão.
De facto, no fim da peça, a jornalista afirma que “os incentivos estão extintos”, misturando literalmente alhos com bogalhos. A moral da história é que a jornalista não entende a diferença entre sistemas solares térmicos e solares fotovoltaicos, nem quais os enquadramentos de políticas públicas que os incentivam e que são diferentes entre si. Como resultado lançam-se boatos infundados. Assim, e para reposição da verdade:
- Incentivos à aquisição de sistemas solares térmicos (Medida Solar Térmico 2009) por particulares. Extintos em 2010.
- Incentivos à aquisição de sistemas solares fotovoltaicos por consumidores privados. Regulados pelo Decreto-lei 118-A/2010 de 25 de Outubro, também conhecidos por Regime das Renováveis na Hora ou Microgeração. Em curso.
Não é inédito que a informação veiculada pelos órgãos de comunicação social sobre estas matérias revele uma profunda iliteracia dos profissionais do jornalismo sobre as mesmas. É minha convicção que isto é particularmente grave no caso dos serviços públicos. Activamente tenho vindo a denunciar estas situações sempre que as identifico, especialmente quando difundidas pelo universo RTP/RDP. Seria importante que pelo menos por uma vez fosse dado destaque a esta crítica – porque a educação de todos começa com a educação de quem pretende informar.
Com os melhores cumprimentos,
Maria João Rodrigues








