Crise: Grécia pode vir a pagar parte das suas dívidas com energia solar
Fonte: Naturlink
O Diretorado Geral da Energia da União Europeia está a estudar a possibilidade de a Grécia, que recebe mais 50% de radiação solar que a Alemanha, liquide parte do que lhe deve, exportando a energia gerada a partir do aproveitamento da sua maior exposição ao sol.
A maior exposição solar dos países do Sul da Europa atribui-lhes vantagens na produção de energia limpa, que muitas das vezes estão subaproveitadas.
Recentemente a Grécia apresentou um plano – Projeto Helios – para o alterar através da expansão da sua capacidade de produção de Energia Solar, dos 206 MW para 2,2 GW em 2020 e 10 GW em 2050.
A Grécia tem muito a beneficiar do crescimento da produção de energia limpa para substituir as fontes de energia pouco amigas do ambiente a nível nacional, mas esta produção energética também lhe pode ser útil de forma indireta, através da exportação.
Com efeito, o Diretorado Geral da Energia da União Europeia está a estudar a possibilidade de a Grécia pagar parte das suas dívidas a países como a Alemanha, que recebe menos 50% de radiação solar, sob a forma de energia do sol.
Marlene Holzner, porta-voz do Comissário Europeu da Energia Gunther Oettinger afirmou em declarações à EurActiv “Existe uma equipa da União Europeia com especialistas em energia a estudar como a energia pode ajudar a Grécia a crescer economicamente (…) A energia solar é dos tópicos, a eficiência energética é outro”.
Aparentemente há empresas alemãs que já manifestaram interesse em investir na Grécia, segundo o diário britânico Guardian, a própria chanceler alemã defendeu recentemente à redução dos subsídios para a produção de energia solar no seu país, que vai abandonar a energia nuclear, e que, em alternativa, deveria recorrer à importação de energia limpa de países como a Grécia.
Na sequência deste anúncio ao ministro da Economia alemão, Philipp Rosler, visitou Atenas acompanhado por 60 empresários para explorar as oportunidades de investimento no país.
*Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico*
Fonte: naturlink







